terça-feira, 31 de maio de 2011

Ela está por todo lado


  Dezesseis anos ela tinha quando saiu de casa com a rebeldia nos olhos e inconsequência nas costas. Andou perdida pelas cruéis ruas da solidão mas não abaixava a cabeça para o perigo, de forma alguma. Aliás, acordou bem cedo num dia desses e comeu o perigo no café da manhã. Agora seu nome era encrenca e perigo era seu aperitivo favorito. Seu perfume era vodka e o batom era vermelho-cor-de-briga. Seu teto era o céu, sua cama era o agora e sua amante era a coragem. Pegue-a se puder, mas somente se puder.

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